7 de ago de 2012

4. " simpática, hein?"


Vanessa.
Não tinha vontade nenhuma de me levantar da cama, mas também não iria ficar o santo dia enfiado na cama. Levantei-me  a pensar se era mesmo isso que queria fazer. Abri a janela, para ver melhor  o tempo. Estava a chover, para variar. Agora é que tinha mesmo a certeza que não queria sair de casa. Fui à cozinha, preparar uns ovos mexidos, até que senti tudo a tremer.
O que acontece é que em cima do meu apartamento, há um estúdio onde costumam ensaiar algumas bandas. Hoje não sei quem eram os infelizes que me estavam a dar dor de cabeça. Tentei ignorar, indo para a sala ver televisão. Mas nada, parecia que cada vez faziam mais barulho. Começava a ser irritante.
Visto que cada apartamento tem um telefone, decidi ligar.

- Pelo amor da Santa, parem de cantar. Estou cheia de dores de cabeça! – desliguei sem obter resposta. Tentei perceber se eles ainda cantavam no mesmo tom, desligando o televisão. Felizmente já não se ouvia nada. – Ao menos, não são egoístas. – disse para mim mesma. Voltei a ligar a televisão, e sentei-me. Porém, algo não queria que visse televisão. Tinham tocado à campainha. – Mas o que é que foi agora? – levantei-me.  – Que foi ? – estava um rapaz alto de camisolas às riscas e umas calças vermelhas. – Ó rapazinho, não falas? – estava sem paciência para o que quer que fosse.

- Eh .. – ele parecia hipnotizado. – És a rapariga que ligou lá para cima ? -  assenti com a cabeça. Devia ser um da banda que estava a ensaiar lá em cima. -  Os rapazes pediram-me para vir aqui desculpar-me. É que vamos ter um concerto importante daqui a uns dias e temos de estar 100% preparados. – sorriu.

Acho que não te  pedi nenhuma satisfação . Ah, espera. Sim, não te pedi mesmo nenhuma satisfação.

- Simpática tu, hein ? Só queria pedir desculpa. Mas eu sou o Louis e tu ?

- Não precisas de saber porque nunca mais nos vamos ver na vida, logo, não tentes criar laços, queridinho, sim? -  que rapaz mais estranho.

- Sim, deves ter razão. Eu vou voltar para cima, e vamos tentar fazer menos barulho.

- Ok, adeus. – estava mortinha para que ele se fosse embora. – Mas tu tens problemas mentais, ou assim? Estás feio estúpido a olhar para mim ..

- Quase me esquecia. Toma. – tirou uma saqueta do bolso. – Não estavas com dores de cabeça? É uma aspirina.

- Pois, okay. Obrigada. Já podes ir.

- De nada. Espero que melhores. – disse-me.

-  Assim que me vir longe de ti, melhorarei. – fechei a porta. – Melga, este. – voltei a sentar-me no sofá e agora sim, pude ver o filme sossegadamente.

Louis.

- Demoraste, puto. – disse-me o Zayn, mal cheguei ao estúdio.

- Pois .. também demorarias se visses a rapariga que me abriu a porta. .. hunf. -  sentei-me  no chão. -  Mas não é muito simpática. Começou a embirrar comigo.

- Como assim embirrar? -  perguntou o Liam, sentando-se a meu lado.

-  Eu fui lá na boa. Levei a aspirina que o Harry me deu, mas ela parecia que me queria matar. – o Niall só se ria. -  Olha, Niall, não mete piada. Ela era mesmo linda.

- É impressão minha, ou estás completamente caidinho pela rapariga ? -  questionou-se o Harry. -  Ao menos, espero que seja um bom exemplo para me substituir.

- Acho que amanhã vamos voltar cá. Podíamos fazer de conta que nos enganámos no andar e assim ficávamos a conhecer a tal rapariga e a sua beleza. – sugeriu o Niall.

-  Desconhecia essa tua faceta de matreiro, Nialler. – comentou o Zayn.

- Realmente, mas quero conhecê-la, por isso é isso mesmo que vamos fazer. -  disse o Liam, pondo-se em pé.- Agora vamos ensaiar , oupa. – nisto levantámo-nos todos e continuámos a ensaiar.

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